Centro Histórico

Informação

9h00 às 17h00
Segunda a Domingo
Largo dos Capuchos

Igreja de uma só nave, com altar-mor e duas capelas laterais.
Mandada construir pelo município, pode ler-se na porta principal, a data de 1865, marcando o empedrado do exterior a data de 1871. Sem qualquer valor arquitectónico no seu interior, tem, no entanto, de grande beleza e imponência, um belo conjunto de painéis de azulejos, azuis e brancos figurados que se encontram na sacristia anexa e hoje, local de lavagem de ossos e depósito de al, do cemitério municipal.
Na mesma capela, em nicho aberto numa das paredes, uma bela composição escultórica de pedra, do século XVI, alusiva ao Calvário.
Na Parede oposta, com inscrição, podemos ver uma lápide com a data de 1730.

in “Santarém Monumental – Roteiro”
de Octávio da Silva Paes Mendes

O Mosteiro de S. João do Pereiro ou dos Capuchos (como geralmente era conhecido), do orago de S. João Baptista, era um instituto religioso da Ordem franciscana reformada no século XV e XVI, integrado na Província de Santa Maria da Arrábida e que nasceu das sequelas da Batalha de Alcácer Quibir (1578).
Desde as suas origens, este espaço ficou associado às memórias do fundador e do primeiro padroeiro. D. João de Lencastre acompanhou as obras desde o início e mandou erguer ali, duas casas e tribuna, para quando viesse a Santarém, se aposentar e assistir às missas. Requereu ainda que o templo fosse panteão da sua família, para albergar a sua sepultura na cripta da Capela-mor.

Ainda no arco triunfal da igreja subsiste o brasão de armas dos Lencastres, em calcário, com as armas de Portugal, com diferença (filete a negro sobreposto em barra), encimado de elmo de cavaleiro, mas fechado e como timbre um dragão.

O mosteiro capuchinho foi extinto na voragem da legislação liberal de 1834, depois da entrada do exército libertador, em Santarém, a 18 de Maio de 1834. A transferência do Mosteiro para o património municipal motivou o desaparecimento da área conventual. A integração da Igreja no complexo do cemitério municipal acabou por ser decidido, entretanto, como se comprova do Regulamento do Cemitério, publicado nas Posturas Municipais de 1863.